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Polícia Portuguesa não esta convencida com suposto suícidio

Jennifer era considerada inteligente, alegre.

Papel apresentado pelo ex-namorado de Jeniffer Viturino vai ser sujeito a exame de laboratório. Alves da Silva estava ontem à noite a ser interrogado.
A Judiciária chamou ontem Miguel Alves da Silva, que, ao final da tarde, estava sob intenso interrogatório na Secção de Homicídios – chamado a reconstituir, mais uma vez, todos os pormenores do que se passou na madrugada de sexta--feira, em sua casa, no 15º andar da Torre de São Rafael, no Parque das Nações, que acabou com a queda fatal de Jeniffer Viturino da janela.
Há pormenores que não estão a bater certo, e tanto a mãe da jovem de 17 anos (já entrevistada pelo CM no domingo), como os investigadores da PJ suspeitam da autoria da carta, supostamente deixada pela ex-namorada do empresário, onde justifica o suicídio. A folha de papel já está no Laboratório de Polícia Científica, onde vai ser sujeita nos próximos dias a um exame de grafologia. A letra é comparada com a de manuscritos mais antigos da vítima, entregues aos peritos por familiares e amigos.
De resto, só a justificação apresentada pela vítima – de que se suicidava por estar farta de ser agredida por Alves da Silva, além de se sentir culpada pelo fim do relacionamento entre ambos – faz sentido para quem a conhecia. O empresário de 31 anos está de facto referenciado por crimes de violência doméstica, não só em relação a Jeniffer Viturino mas também a outras mulheres.
A PSP já tinha sido chamada por mais do que uma vez àquela casa por queixas de agressões, algumas até denunciadas por vizinhos – e o CM (numa entrevista que será publicada amanhã) também tem o testemunho de uma ex-namorada de Miguel Alves da Silva, sobre os maus tratos de que seria vítima.
O empresário nega qualquer participação na morte de Jeniffer, afirmando que só reparou no sucedido sexta-feira de manhã, quando acordou e foi à janela. Ele dormira no quarto; Jeniffer na sala. Entre as contradições de Miguel está o facto de ter ocultado à PJ a presença de outra mulher, naquela noite, dentro da casa. Ontem foi chamado a recapitular a sua versão dos factos.

"DISSE-ME QUE ELE A ESPANCOU POR CIÚMES"

Solange Viturino, mãe de Jeniffer, chora a morte da filha enquanto o corpo da manequim de 17 anos não é entregue à família, para que seja realizado o funeral. "A minha filha era uma menina muito alegre e feliz, que estava a concretizar o sonho de ser modelo e agora aconteceu isto", lamentou Solange, que não acredita na hipótese de suicídio. Acredita sim, que a filha era vítima de violência por parte de Miguel Alves da Silva. "Há meses, a minha filha chegou a casa a chorar. Explicou-me que tinha estado numa festa particular com o Miguel e que este, num acesso de ciúmes, a espancou", recorda ao nosso jornal a mãe da vítima. "A assinatura pareceu-me a dela, mas a carta está escrita com muito nervosismo", referiu, em relação ao bilhete a justificar o suicídio que a filha terá escrito antes de se atirar da janela.

AUTÓPSIA AFASTA MORTE ANTERIOR À QUEDA

O corpo de Jeniffer Viturino foi ontem de manhã autopsiado no Instituto de Medicina Legal, tendo os médicos concluído que a queda de 15 andares esteve na origem da morte. Se houve intervenção de terceiros, esta não será determinada pela perícia médico-legal, que também não foi conclusiva quanto a marcas de agressões que o corpo apresentaria e que não seriam compatíveis com a queda (agressões anteriores), conforme disse ter visto o médico que observou a vítima no local da queda. O resultado dos exames toxicológicos – que determinam eventual consumo de drogas – deve demorar um mês. 

Fonte: Correio da Manhã

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