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Relacionamento abusivo e violência doméstica: Não se cale.


Violência doméstica é a violência, explícita ou velada, literalmente praticada dentro de casa ou no âmbito familiar, entre indivíduos unidos por parentesco civil (marido e mulher, sogra, padrasto) ou parentesco natural pai, mãe, filhos, irmãos etc. Inclui diversas práticas, como a violência e o abuso sexual contra as crianças, maus-tratos contra idosos, e violência contra a mulher e contra o homem geralmente nos processos de separação litigiosa além da violência sexual contra o parceiro.
Pode ser dividida em violência física — quando envolve agressão directa, contra pessoas queridas do agredido ou destruição de objectos e pertences do mesmo (patrimonial); violência psicológica — quando envolve agressão verbal, ameaças, gestos e posturas agressivas, juridicamente produzindo danos morais; e violência sócio-económica, quando envolve o controle da vida social da vítima ou de seus recursos económicos. Também alguns consideram violência doméstica o abandono e a negligência quanto a crianças, parceiros ou idosos. Enquadradas na tipologia proposta por Dahlberg; Krug, na categoria interpessoais, subdividindo-se quanto a natureza Física, Sexual, Psicológica ou de Privação e abandono. Afetando ainda a vida doméstica pode-se incluir da categoria autodirigida o comportamento suicida especialmente o suicídio ampliado (associado ao homicídio de familiares) e de comportamentos de auto-abuso especialmente se consideramos o contexto de causalidade. É mais frequente o uso do termo "violência doméstica" para indicar a violência contra parceiros, contra a esposa, contra o marido e filhos. A expressão substitui outras como "violência contra a mulher". Também existem as expressões "violência no relacionamento", "violência conjugal" e "violência intra-familiar".

Note que o poder num relacionamento envolve geralmente a percepção mútua e expectativas de reação de ambas as partes calcada nos preconceitos e/ou experiências vividas. Uma pessoa pode se considerar como subjugada no relacionamento, enquanto que um observador menos envolvido pode discordar disso.

Muitos casos de violência doméstica encontram-se associados ao consumo de álcool e drogas, pois seu consumo pode tornar a pessoa mais irritável e agressiva especialmente nas crises de abstinência. Nesses casos o agressor pode apresentar inclusive um comportamento absolutamente normal e até mesmo "amável" enquanto sóbrio, o que pode dificultar a decisão da parceiro em denunciá-lo.
Violência e as doenças transmissíveis são as principais causas de morte prematura na humanidade desde tempos imemoriais, com os avanços da medicina, disponibilidade de água potável e melhorias da urbanização a redução das doenças infecciosas e parasitárias, tem voltado o foco da saúde pública para a ocorrência da violência. Contudo como observa Minayo e Souza este é um fenômeno que requer a colaboração interdisciplinar e ação multiprofissional, sem invalidar o papel da epidemiologia para o dimensionamento e compreensão do problema alerta para os riscos de reducionismo e necessidade de uma ação pública.
Estatisticamente a violência contra a mulher é muito maior do que a contra o homem. Um estudo realizado em São Paulo encontrou-se quanto à relação autor-vítima, que 1.496 (81,1%) agressões ocorreram entre casais, 213 (11,6%) entre pais/responsáveis e filhos, e 135 (7,3%) entre outros familiares. Esse mesmo estudo referindo-se acerca dos motivos da agressão, os chamados “desentendimentos domésticos” que se referem às discussões ligadas à convivência entre vítima e agressor (educação dos filhos; limpeza e organização da casa; divergência quanto à distribuição das tarefas domésticas) prevaleceram em todos os grupos, fato compreensível se for considerado que o lar foi o local de maior ocorrência das agressões. Para muitos autores, são os fatos corriqueiros e banais os responsáveis pela conversão de agressividade em agressão. Complementa ainda que o sentimento de posse do homem em relação à mulher e filhos, bem como a impunidade, são fatores que generalizam a violência.
Há quem afirme que em geral os homens que batem nas mulheres o fazem entre quatro paredes, para que não sejam vistos por parentes, amigos, familiares e colegas do trabalho. A cultura popular tanto propõe a proteção das mulheres (em mulher não se bate nem com uma flor) como estimula a agressão contra as mulheres (mulher gosta de apanhar) chegando a aceitar o homicídio destas em casos de adultério, em defesa da honra. Outra suposição é que a maioria dos casos de violência doméstica são classes financeiras mais baixas, a classe média e a alta também tem casos, mas as mulheres denunciam menos por vergonha e medo de se exporem e a sua família. Segundo Dias o fenômeno ocorre em todas as classes porém mais visíveis entre os indivíduos com fracos recursos econômicos.
A violência praticada contra o homem também existe, mas o homem tende a esconder mais por vergonha. Pode ter como agente tanto a própria mulher quanto parentes ou amigos, convencidos a espancar ou humilhar o companheiro. Também existem casos em que o homem é pego de surpresa, por exemplo, enquanto dorme. Analisando os denominados crimes passionais a partir de notícias publicadas em jornais Noronha e Daltro; identificaram que estes representam 8,7% dos crimes noticiados e que destes 68% (51/75) o agressor era do sexo masculino (companheiro, ex-companheiro, noivo ou namorado) nos crimes onde a mulher é a agressora ressalta-se a circunstância de ser o resultado de uma série de agressões onde a mesma foi vítima.

Fonte: Wikipédia

As obras de Shakespeare denotam uma problematização das relações de amor e morte. Como se eles estivessem intimamente interligados.
Vejamos Othelo que mata sua amada Desdemona, Hamlet que mata sua amada Ofélia. Romeu e Julieta.
Grande parte de suas obras descrevem de maneira surpreendente o ódio, amor, medo, ciúme, a dor que culmina na morte.

Relacionamentos violentos tendem a ter desfechos assutadores. Mas os sinais que demonstram a obsessão do agressor pela vítima são visiveis. Embora alguns pareçam sutis.

O agressor apresenta uma personalidade controladora e estranha. Ele passa a controlar todos os passos de seu objeto de desejo, controla a maneira de se vestir e de se comportar, impede que a vítima mantenha uma vida social ativa, por um excessivo e desmotivado ciúme.
O agressor também se demonstra dissimulado e manipulador perante a vítima, fazendo com que ela acredite que a culpa do comportamento agressivo é baseado em sua maneira de agir. Tornando a vítima indefesa e com dúvidas acerca do comportamento do agressor.
Com seu poder manipulador o agressor passa a minar a auto estima da vítima, fazendo com que esta viva se desculpando e se reprimindo o tempo todo. 
O agressor age como num jogo de gato e rato. E ao longo do tempo começa a desenvolver um sentimento de posse sobre a vítima, a mantendo em constante violência psicológica e moral. Quando o relacionamento se torna tão ruim que o agressor passa a exercer o controle mediante violência física.

O agressor pode dissimular o que sente para induzir a vítima de violência acreditar que ele a ama e quer protegê-la, faz juras de amor e promete que a violência nunca mais se repetirá novamente. Mas na verdade o agressor tem uma visão deturpada da situação, visualizando a vítima como um mero brinquedo. Um mecanismo de escape, onde o agressor descarrega seu ódio e sua frustração, com agressões morais, psicológicas culminando em agressões físicas.

Geralmente o alvo dos agressores são pessoas com baixa auto-estima, suscetíveis à manipulação, com problemas de auto-aceitação, que apresentam facilidade de intimidação.

Mas não se engane, o agressor na maioria dos casos possui um histórico de violência doméstica ou foi exposto a violência paulatinamente.

Tenha sempre em mente: O agressor sabe como encontrar a vulnerabilidade da vítima.

COMO COMEÇA O PROBLEMA: Quando a vítima sofre a primeira agressão e se mantém inerte, ou seja, não denuncia ou não sai da relação. Mas acoberta o fato. O agressor descobre a vulnerabilidade da vítima e começa a acreditar que exerce um certo tipo de poder sobre a vítima.
A reação é sempre a mesma por parte do agressor. Ele faz juras de amor, promete que nunca mais irá agredir a vítima e faz com que a parte agredida acredite que ela causou a violência injusta que sofreu.

  • O agressor sempre usa o elemento do "amor" para manter sua vítima presa à ele. Dissimula a situação e incute na cabeça da vítima que ele (agressor) não teve culpa e sim ela(vítima).
 As pessoas, na maior parte das vezes, ouve apenas o que ela quer ouvir. E o agressor indentifica imediatamente esta condição.

Modus operandi do agressor: Juras constantes de amor, um controle exagerado na vida social de seu objeto de desejo (ligações constantes, mensagens constantes, excessiva investigação da vida social da vítima), intolerância ao recebimento de nãos, extremo ciúme. Sempre ameaça matar a vítima e se matar em momentos de oscilação da relação.
Dentro da relação abusiva o agressor tem uma visão equivocada de exercício de poder sobre a vítima. Muitas vezes o fato de agredir o mais fraco, faz com ele (agressor) sinta-se com total autoridade sobre o agredido, podendo decidir se a vítima viverá ou morrerá
A família da vítima tem um importante papel para ajudar que a relação abusiva termine. A família deve demonstrar apoio a vítima, nunca exercer uma pressão psicológica negativa ao agredido.
A família precisa compreender o sentimento que a vítima tem pelo agressor, mas de maneira positiva fazer com que a parte agredida veja que não precisa ficar submetida a violência do agressor e que todos estarão do lado dela para protegê-la e apoiá-la.
 
Lembre se sempre dos sinais de abuso:

  • Agressividade desmotivada;
  • Imposição de uma relação baseada no medo e domínio;
  • Excesso de ligações, emails, SMS, cartas.
  • Revisão constante de emails, páginas de sites de relacionamento, das ligações feitas e recebidas, dos SMSs recebidos, dos contatos da vítima;
  • Controle excessivo do que a vítima veste, dos acessórios que usa, chegando a obrigá-la a trocar-se sempre que o agressor julgar necessário;
  • Obriga a vítima a cortar contato com determinadas pessoas ou com todos seus amigos e parentes;
  • Culpa a vítima pelo seu comportamento agressivo e pelas agressões desferidas;
  • Chuta, empurra, intimida, pressiona e bate em você sem motivo.
  • Ameaça matar você e se suicidar depois, caso o relacionamento termine.
LEMBRE - SE NA PRIMEIRA AGRESSÃO SOFRIDA NÃO SE CALE E NÃO ACOBERTE O AGRESSOR. DENUNCIE. 

Filmes que tratam do Assunto:

Dormindo com o inimigo
Adolescentes em perigo

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