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Eloá descanse em paz e que a Justiça seja feita.

Depois de alguns anos o julgamento de seu assassino começou.
Que a decisão da Justiça seja o balsamo que a família espera, sabemos que você não voltará do mundo dos mortos... Mas a sensação de impunidade será afastada.
Você viveu seus quinze anos, alegrou muita gente... 
Mas por uma sensação de posse distorcida seus sonhos foram interrompidos, você nunca dançará em sua formatura, nunca entrará numa igreja levada por seu pai na cerimônia de casamento.
Nunca fará o curso universitário que sonhou.
Nunca fará o que sonhou...
E o mundo não saberá o quão grande você seria. Nunca saberá as coisas que você construiria ao longo da sua caminhada.
O tempo para você parou naquele dia...
Espero que pelo menos a Justiça seja feita.
Mas o que restou para as pessoas que realmente te amaram... A dor da sua ausência.
Este poema eu escrevi dias depois da morte de Eloá, as palavras se formaram sozinhas dentro da minha alma...
Descanse em paz... Vai em paz.


Caminho de Eloá[1]

(Dryca Lys)



O azul do céu desapareceu naquele momento,
as nuvens pesadas anunciavam a chuva
que vinha junto com a tempestade...
Turbilhão de fúria, furacão de sentimentos
o medo faz as lágrimas rolarem, uma a uma...
Indo e voltando num misto de pavor e descrença.
Imagens coladas na mente dizendo jamais esqueça
que uma rosa não sobrevive em meio de arame farpado,
beleza danificada e sonho, abruptamente, arrancado.


Eu sei que no final do arco-íris
encontrarei o caminho de volta...
O sofrimento desaparecerá ao amanhecer...
Caminho de borboletas dentro do arco-íris
me faz sentir melhor, caminho de volta
tudo vai ficar bem quando amanhecer...
  

Dentro de mim, guardo a decepção
as pétalas secas espelhadas pelo vento
mostram me que eu errei ao te amar.
Todo o meu anseio você conseguiu derrubar
anjos de asas feridas arrastados ao inferno
me fazer ver que você nunca foi sincero.
Castelos de sonhos caindo, minha vida ruindo
avalanche de sentimentos me deixa sem destino,
já não encontro o caminho, não sei onde estou
estradas que não levam a lugar nenhum...


Eu sei que no final do arco-íris
encontrarei o caminho de volta...
O sofrimento desaparecerá ao amanhecer...
Caminho de borboletas dentro do arco-íris
me faz sentir melhor, caminho de volta
tudo vai ficar bem quando amanhecer...
  

Uma luz diante dos meus olhos, junto a mim,
a fada de olhos de sonhos quis me proteger.
Amizade eterna que não se apaga com o tempo,
metades perfeitas, almas gêmeas, amigas eternas.
Como alguém pode nos separar assim...
Eu quero voltar, esta escuro aqui, para onde eu vou ?
Castelo de cristal destruído sem motivo algum,
ajude me a encontrar o caminho ao amanhecer.
O caminho é assustador, é longa esta espera
a princesa de olhos de luz ilumina toda escuridão.
  


Eu sei que no final do arco-íris
encontrarei o caminho de volta...
O sofrimento desaparecerá ao amanhecer...
Caminho de borboletas dentro do arco-íris
me faz sentir melhor, caminho de volta
tudo vai ficar bem quando amanhecer...


[1] Dedicada a Eloá Cristina Pimentel, que você esteja cantando no coro dos anjos de Deus ai no céu.
Eloá foi morta por seu ex namorado depois de um longo seqüestro, sua amiga Nayara tentou protegê-la mas acabou ferida com um tiro no nariz.

Poema integrante da obra A Barca do Sonho de Dryca Lys.

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