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O que é normal neste mundo louco em que vivemos?


Deparei me com uma repercussão nas redes sociais e na mídia, sobre as declarações de uma comunicadora sobre ser normal ou não o homossexualismo.
Neste mundo louco e individualista em que vivemos hoje, este tipo de discussão é algo muito delicado.
E qual o motivo? Perguntarão alguns.
Simples. Discutir algo que é inato a outra pessoa e que não é inato à nós mesmos é difícil.
Porque não conhecemos a vida desta pessoa, nem sabemos por tudo que ela passa.
E principalmente, é o que mais acontece, queremos tornar fora do padrão algo que não nos cabe decidir.
Cada pessoa é um universo diferente, tem sua personalidade, sua história e sua vida.
E quando julgamos o outro, nos esquecemos que seremos julgados com a mesma severidade ou força do julgamento que emitidos. Isto se chama lei do retorno.
Mas o que me deixa pensativa é a seguinte questão. Como posso julgar como escolha algo que até a ciência começa a ver que é inato ao ser humano?
Pois é, esta é minha dúvida.
Pois quando se diz que algo não é normal, você categoricamente e implicitamente a coloca na condição de anormal.
E como posso caracterizar de anormal algo que a pessoa não escolhe, uma condição que nasce com ela.
E a partir daí eu acabo por validar o posicionamento preconceituoso sobre aquilo que, levianamente, rotulo de anormal.
Vimemos num mundo tão louco, frio e individualista, que acabamos por criminalizar as formas diferentes de amor. E por outro lado acaba-se por validar o preconceito e a perseguição.
Precisamos aprender a respeitar o outro e nos mantermos o mais distante de julgamento ou preconceitos.
Outro ponto, que foi levantado por Luana Piovani, a pessoa é COMUNICADORA, sendo uma pessoa pública com programa de televisão é preciso tomar cuidado com emissão de opinião e de posicionamento.
Porque, querendo ou não, as pessoas podem se pautar na sua opinião para criar seus posicionamentos, conceitos e preconceitos.
E num país onde a televisão educa mais que a escola, todo o cuidado é pouco.
E se esbarra até nas condutas éticas que cercam o meio televisivo, embora vemos que ética não é um forte no Brasil.
Livre de julgamento, apenas acho que foi uma colocação fora de contexto e que a própria pessoa pode não ter percebido a força disto e pode ter feito sem nenhuma intenção leviana.
Porque se havia intenção de criar um burburinho sobre isto. Ai sim penso que foi uma bela jogada de marketing que acabou por promovê-la naquele lema "Bem ou mal, mais falem de mim".
Por isto prefiro não citar o nome da pessoa. Porque  se for jogada de marketing não estarei divulgado seu nome.

Mas precisamos aprender a deixar que as pessoas sejam felizes como elas escolheram ser felizes. Sem tentar julgá-las, pois para julgar alguém é preciso conhecer toda a trajetória e história de vida para emitir qualquer parecer.

Neste mundo em que vivemos hoje em dia precisamos disseminar amor e não intolerância e preconceito, disfarçados de "moralismo".

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