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Hollywood Session com Andrew Meyer me encorajou a prosseguir com o projeto Arte é Resistencia

Andrew Meyer
Ontem foi um dia muito bacana, onde conheci pessoas interessantíssimas e pude apresentar o roteiro Arte é Resistência para uma lenda de Hollywood, Andrew Meyer.
Conheci gêmeos de Ribeirão Preto, que apresentaram a ideia de uma comédia muito engraçada e muitas ideias interessantes.
Onde Andrew pontuava onde precisava melhorar ou em que melhor formato se adaptaria a proposta apresentada.
Thiago Carvalho é quem estava traduzindo tudo para Meyer e ele é prestativo e muito bacana. Conheça o trabalho dele em Never The Same.
Deu altas dicas de como caminhar dentro do cenário audiovisual e como vender sua ideia.
Andrew explicou que a indústria americana de cinema é extremamente competitiva e que se tem que ir como um tiro certeiro no objetivo que se procura. Pois a competição é elevada e com profissionais competentes em tudo que fazem.
Ele explicou que quando vender uma idéia em audiovisual, você precisa pensar fora da caixinha de apego com a obra.
Ele frisou, de maneira bem direta e clara, é preciso pensar no que esta indo para a tela, pensar no contexto da estória para empolgar quem esta assistindo e em muitos roteiros pontuou a ideia de que a estória apresentada deve fazer com que o publico seja envolvido de tal maneira que queira assistir o filme até o final.
Dulcina de Moraes
Então fui chamada a apresentar o roteiro sobre Dulcina.
Confesso...Meu coração foi até a garganta e me senti completamente gelada e assustada.
Me senti insegura, afinal eu estava diante de um grande produtor da indústria americana, professor de uma das melhores e maiores universidades de artes dos Estados Unidos.
Senti a insegurança bater forte em mim.
Cheguei, apertei sua mão e disse. Nice to meet you, is a pleasure to me be here with you.
O Thiago me perguntou "você fala inglês" eu falei mais ou menos.
Eu me sentei e sem brincadeira eu senti alguém me dar a mão e segura-lá com força e algo no meu coração falou bem alto. "Confia, mostra o seu trabalho. Eu estou aqui com você. E vai dar tudo certo". Repentinamente meu coração se acalmou.
Então fui o mais direta que pude ser.
Quem convive comigo sabe que muitas vezes consigo ser monossilábica.
Contei sobre a história, disse se tratar de Dulcina de Moraes, ele me parou e perguntou se o roteiro era sobre uma história real. Disse que sim.
E ele me perguntou quem era Dulcina, disse lhe que ela era a terceira geração de uma família de artistas, que revolucionou o teatro brasileiro e que sua luta resultou na promulgação da lei 6.533 de 24 de maio de 1978
Então ele me parou novamente e perguntou quem na sala conhecia Dulcina, a sala repleta de novos alunos, apenas uma pessoa disse conhecê-la. Demonstrando a necessidade de resgate da memória de Dulcina.
Ele me perguntou o que mais ela fez, eu disse que ela mudou o teatro tirando o ponto que os artistas tinham para se apresentar, lutou pela implantação de cursos para profissionalizar a carreira, construiu a Fundação Brasileira de Teatro e a Faculdade Dulcina de Moraes, lutou para colocar abaixo a obrigatoriedade da carteira de prostituta e gigolô para quem trabalhasse na carreira artística junto a Polícia, o Thiago reforçou tudo que eu disse pois ele também conhecia Dulcina de Moraes, lutou pela profissionalização da classe artística até resultar a lei que trouxe a regulamentação das profissões de Artistas e de técnico em Espetáculos de Diversões.
Que teve ao seu redor grandes artistas como Nicete Bruno, Bibi Ferreira, Fernanda Montenegro, Paulo Autran, Marília Pera...
Ele me parou novamente e perguntou se ela tinha feito cinema. Falei que ela tinha feito 24 horas de sonho, filme que fracassou porém Dulcina não se abateu. Se fortaleceu e continuou sua luta dentro do mundo das artes.
Ele me ouviu. Se levantou e disse "esta é uma história que vale a pena ser produzida, pois ela traz algo real que envolve o público. É uma história que vai além da história de um personagem. É uma história que além de mudar a vida de alguém, isto mudou o mundo." As criticas foram as mais positivas. E ele me disse "você deve produzir este filme".
Me perguntou se eu tenho os direitos autorais e eu respondi que sim. Ele disse que é um filme que tem todo potencial de envolver o público e se tornar um grande sucesso.
Eu não esperava um comentário tão positivo, nem os elogios a escolha da história. Eu esperava os puxões de orelhas que todos os que estavam lá e apresentaram suas obras levaram e orientações de que isso se encaixa melhor aqui ou precisa trabalhar mais a temática e o personagem.
E o mais legal, depois de ser encorajada pelo Thiago, fui até o Andrew e pedi seu cartão para matermos contato. E para minha surpresa ele que manter contato comigo. :)
Mais do que nunca tenho a certeza que Arte é Resistência precisa ser produzido, rodado e lançado, pois o resgate da memória cultural do Brasil é o que mostrará toda nossa qualidade como produtora de Arte e nossa base cultural.

Obrigada pessoal da LA Films Institute pela oportunidade e com certeza isto mudou minha visão e me encorajou a prosseguir.

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