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Dica da Dryca: Antigona com Andrea Beltrão... Impressionante em sua delicadeza e força



Sabe aquelas peças, que são muito mais que uma construção dramatúrgica e teatral. Mas se tornam um verdadeiro soco no seu estomago e que te incomodam de maneira tão intensa, que você começa a questionar tudo que você acredita.

Sem meio termo, sem frescuras... Mas com uma força de interpretação acima do esperado, assim é Antígona. Uma peça que caiu como uma verdadeira luva para Andréa Beltrão.

Eu ainda estou pensando e repensando, digerindo e re-digerindo...

Me desconstruindo e me reconstruindo depois deste espetáculo. E sinceramente, quero ir de novo.

Recomendo... Estou completamente sem palavras, numa dança sincronizada entre a delicadeza e a força. Entre a inocência e a malicia. Entre a doçura e o amargor. Sem palavras para explicar esta obra desenhada por uma equipe mágica que desde a criação, direção, produção... É um único corpo que resultou nesta obra de extrema beleza e alto poder de desconstrução e reconstrução de conceitos.


Com uma precisão cirúrgica e conduzindo o espetáculo com uma maestria impressionante. Andréa Beltrão mostra toda sua coragem como artista e como ser humano, numa construção artística que vai além da imagem, com o intuito de chacoalhar seu espírito e desconstruir tudo que você construiu ao longo do tempo, para que você possa finalmente se tornar um ser livre de pensamento e capaz de ver tudo ao seu redor por todos os ângulos.

Simplesmente. Impressionante.

Serviço:

A jovem Antígona é o último rebento de uma árvore genealógica que tem suas raízes na formação da cidade de Tebas na Grécia. Ela pertence ao ramo dos Labidácidas, de onde faz parte Édipo, seu desditoso pai e irmão, ao mesmo tempo, por obra de um casamento incestuoso dele com sua mãe Jocasta.

No espetáculo presenciamos e acompanhamos os acontecimentos que levam ao aniquilamento total desta família maldita, ou seja, o enclausuramento de Antígona e seu suicídio na caverna em que está encarcerada, após ter sido condenada à morte por desobedecer às ordens de seu tio Creonte, Rei de Tebas, que havia proibido que seu irmão tivesse um enterro conforme as tradições religiosas de seu povo. Antígona enterra o seu morto, desobedece ao Estado e paga com a vida esta inevitável desobediência civil.

O Rei de Tebas irá ele também pagar um preço ainda maior do que ela pagou, por tê-la condenado à morte. O espetáculo é uma reflexão aterradora e profética do que pode acontecer a um povo e seus governantes, quando as autoridades sobrepõem os interesses ditos públicos àqueles da população. Um aviso, um alerta!

Com Andrea Beltrão

Direção: Amir Haddad
Autor: Sófocles
Tradução: Millôr Fernandes
Dramaturgia: Amir Haddad e Andrea Beltrão

Duração: 60 min.

No Teatro Anchieta. Adquira seu Ingresso.

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