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59ª VT/SP: audiência envolvendo a Portuguesa termina em acordo


A 59ª Vara do Trabalho de São Paulo homologou acordo envolvendo a Associação Portuguesa de Desportos e o jogador Tiago de Mores Barcellos depois de mais de três horas de negociação. A audiência ocorreu nessa quarta-feira (12) sob a condução do juiz Maurício Marchetti.
Pelo ajuste, Tiago irá receber R$ 6,1 milhões em 120 parcelas mensais de R$ 50 mil. Nessa mesma audiência, a Portuguesa fez proposta para quitar dívidas de outros ex-atletas do clube, cujos processos tramitam em diferentes varas e que, por isso, dependem de homologação dos magistrados responsáveis por aqueles processos. Esses credores são os jogadores Rogerio Pinheiro dos Santos; Marcus Vinicius de Souza Ozias; Ricardo Oliveira e Rafael Monteiro Alves, que também deverão receber parcelas mensais de R$ 50 mil, em prazos que variam de 15 a 501 meses. O total ofertado pelo clube foi de aproximadamente R$ 48 milhões.
Estiveram presentes na audiência representantes da Conexão Três Desenvolvimento em Negócios e da Planova Planejamento e Construções S.A, investidores que estão em tratativas com a Portuguesa para explorar o Canindé, cujo investimento contemplará a construção de empreendimentos imobiliários, uma sede vertical e uma arena para 20 mil lugares.
Segundo o advogado do jogador Tiago, Alberto Dalnei de Oliveira, o acordo mantém a Portuguesa dentro de suas atividades e lhe dá fôlego para firmar parcerias importantes para o clube. “Quando sentamos para negociar, estamos com espírito de boa vontade para que tudo dê certo e assim esse caso se encerre de vez. Eu sinceramente acredito que vai dar certo”, afirma.
Para o juiz Mauricio Marchetti, o acordo contempla ambas as partes – a Portuguesa, que continuará na ativa, e os reclamantes, que terão valores mensais significativos a receber, mesmo que em um prazo longo. “Para mim, essa audiência significou o fim de uma história que dura mais de 15 anos. E o papel principal da Justiça do Trabalho é esse mesmo. Conciliar, aproximar as partes, pôr fim a litígios de maneira satisfatória para as duas partes”, completa.
É importante ressaltar que a penhora do terreno da Portuguesa fica mantida para garantia do cumprimento do ajuste na 59ª VT/SP. As execuções contra o clube nas demais varas do trabalho não sofrem qualquer alteração.
(Processo nº 0095700.73.2002.5.02.0059)
Reprodução: Notícias TRT/SP

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