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Observando o mundo ao meu redor para aprender com ele

As vezes a solidão é necessária para se reencontrar.
A vida toda a gente procura a sua identidade. Porém a gente não entende muitas coisas e algumas vezes as pessoas tentando ajudar, acabam por criar mais inseguranças dentro da gente.

Vivemos num mundo em que somos ensinados a nunca ficarmos tristes, que não podemos chorar, que não podemos querer ficar sozinhos.

A gente passa o tempo tentado descobrir quem realmente somos. E a coisa mais dolorosa de todas é quando muita gente fica tentando nos colocar rótulos de tantos os lados, sem em momento nenhum perguntar "O que esta acontecendo com você?"

Cada pessoa tem seu tempo, cada pessoa tem sua realidade. E, em poucos momentos, as pessoas baixam a guarda e dividem com alguém coisas que ela sente e ela pensa. Numa tentativa de se entender e se sentir segura.

Porém sofremos interferências de todos os lados. E as pessoas tentam te moldar pelo que acham que você tem que fazer.

Todos nós ouvimos aquela frase "você tem que se aceitar", mas o que é incoerente é que as mesmas pessoas que falam você tem que se aceitar, não aceitam quando você começa a se deixar livre.

Infelizmente na vida todas as pessoas querem que tudo tenha um sentido que é ensinado anos e anos a fio. E quando vemos algo que sai do padrão normal, todos tentam destruir.

A sociedade passa a vida inteira fazendo com que as pessoas se apeguem a rótulos, a modos de conduta que machucam e que nada pode sair do padrão.

Fico pensando porque amigos não podem ser próximos ao ponto de ser tão próximos que parecem irmãos. Porque uma mulher tem que ser vista como um mero objeto sexual sem qualquer tipo de direito e liberdade.

Porque uma pessoa que é da comunidade LGBTQI, não pode ser respeitada pelo que ela é. E a gente vê o preconceito dentro do próprio meio.

Falamos de amor, mas não praticamos o amor. E quando conhecemos pessoas que praticam o amor fraternal, destruímos essa pessoa. Falamos mal. 

Porque as pessoas massacram e diminuem pessoas por que elas são o que são. Mas tem a capacidade de falar de amor e de aceitação, mas não vivem o amor e aceitação.

Um livro de Paulo Coelho me ajudou muito em entender que nem todas as pessoas são capazes de receber amor e amizade, porque elas não tem estrutura para isto. O livro é o Aleph de Paulo Coelho.

Passamos muito tempo tentando justificar muita coisa. Mas não paramos um segundo para procurar entender como tudo nos afeta. E como a vida pode ser simples e feliz. A gente passa a vida inteira acreditando que precisamos machucar outras pessoas para nos sentirmos especiais e poderosos. 

Mas o que temos é uma momentânea vitória vazia. E entramos num ciclo de ódio e raiva que nunca termina. E por ironia da vida, apenas nós mesmos podemos quebrar esse ciclo de raiva e de ódio.

Muitas vezes, nos recusamos a ouvir o que o outro tem a nos dizer. E muitas vezes distorcemos o que o outro diz, numa busca insensata pela razão absoluta de verdade que nós mesmos, muitas vezes, não acreditamos.

Vivemos com medo. Um medo muito maior do que apenas não encontrar alguém para dividir a vida ou de não conseguir realizar sonhos.

A ironia de tudo é quando encontramos alguém que realmente quer dividir a vida conosco, mesmo que seja apenas como amigos, temos tanto medo de nos abrir por completo para ela... Então nós extirpamos a pessoa da nossa vida como uma doença. Ou tentamos de todas as maneiras tornar a pessoa como nós queremos que ela seja. Ou seja, de uma maneira ou de outra não damos escolha para pessoa além de, mesmo que por força, sair de nossas vidas e ainda a condenamos quando ela se afasta de nós, dando o espaço que nós a forçamos nos dar.

Vivemos com medo de encarar que a vida é feita de coisas simples. E que, sim, existem pessoas que vão nos amar pelo que realmente somos. Que existem pessoas que vão nos ver muito além da imagem, muito além da aparência, muito além dos bens materiais que possuímos, muito além da fama que nos atribuíram.

Algumas vezes temos que admitir que temos medo de pessoas que se desprendem dos rótulos, dos dogmas impostos, das verdades pré-fabricadas de uma sociedade que não entende que a vida é muito maior. 

Algumas vezes precisamos nos distanciar de nós mesmos para aprender a ver de outras perspectivas diferentes.

“De vez em quando precisamos ser estrangeiros de nós mesmos.” Aleph de Paulo Coelho

As pessoas aprendem com suas experiências, mas nem sempre a experiência deve ser aplicada o tempo todo.
“Trabalhar apenas com a experiência é repetir soluções velhas para problemas novos.”  Aleph - Paulo Coelho
Algumas vezes temos que deixar que nos novos problemas, novas soluções apareçam. E, as vezes, aprender a se desculpar e pedir perdão ajudam a clarear as idéias.

Vejo muitas pessoas pedindo amor, querendo o amor a qualquer custo... Porém elas estão preparadas para receber amor realmente?

Quando um homem e uma mulher  (aplica-se também a comunidade LGBTQI) tem uma amizade muito próxima, que aparenta muitas coisas porque eles são realmente próximos ao ponto de não haver barreiras entre os dois.

Todos ao redor começam a dizer "vocês estão namorando..." "Vocês tem que ter um relacionamento, porque não é normal duas pessoas serem tão próximas assim"...

Nem sempre as pessoas procuram um relacionamento afetivo, as vezes a amizade é mais forte que este tal suposto relacionamento, mas todo mundo fica perguntando e inculcando na cabeça que é um relacionamento e ai se cria muitas coisas ao redor depois. As vezes as pessoas gostam das outras, simplesmente, por gostar...

A sociedade cria muitas cortinas de fumaça e exige demais das pessoas coisas que, na maioria das vezes, a gente não quer. A vida não se baseia apenas em sexo, popularidade, dinheiro, fama... A vida é muito mais que imaginamos, mas não damos a vida a oportunidade de mostrar o que ela realmente quer, pois nos perdermos nas ilusões que as condutas sociais impõe e nos rótulos que insistem em colocar sobre cada pessoa.

A vida é uma eterna experiência alquímica e toda experiência se torna valida quando você aprende algo com ela. E dela você sai modificado para o bem.

Quando descrevemos demais uma coisa é porque não a conhecemos. E quando procuramos demais justificar diante dos outros algo que nos faz bem, na realidade estamos com medo de viver aquilo. E, por uma fração de segundos, todo este medo reflete que estamos diante de algo que realmente pode nos modificar para o bem.

Mas fomos programados, milimetricamente, para nos colocarmos nas caixinhas que o sistema nos preparou para:

1. Ser popular;
2. Ser lindo.
3. Ser inteligente.
4. Ser um fracasso;
5. Ser um sucesso e por ai vão as caixinhas que são preparadas...

Mas o que precisamos entender é que não precisamos seguir as imposições que nos segregam e plantam ódio entre as pessoas.


Para escrever a nossa história de vida muitas vezes é preciso altas doses de coragem e de humildade, porém temos que entender que humildade não é aceitar ser subjugado e que coragem não é vontade.
"Essa é a qualidade do guerreiro: entender que vontade e coragem não são a mesma coisa." Aleph - Paulo Coelho
Muitas pessoas passam a vida inteira confundindo coragem com vontade. A coragem exige uma alta dose de sabedoria, onde você aprende a observar tudo ao seu redor antes de fazer uma determinada escolha. E você entende que dessa escolha podem vir muitas consequências, sejam elas boas ou não.

A vontade apenas impulsiona você a querer fazer algo, você não observa, você não procura ponderar nada. Você simplesmente vai e faz por estar com vontade. E esta cria muitas situações, que podem ser boas ou ruins, mas que não promovem um  aprendizado real.

As pessoas não estão sendo preparadas para encarar a vida. Estão sendo ensinadas a viver em pequenas caixinhas que melhor lhes convém com medo de sair para Luz.

E isto não esta ligado a religião, mas sim a espiritualidade que afeta a vida material.

Não aprendemos a ler nada que a vida mostra, não aprendemos apreciar o outro. 

Vivemos confortavelmente em prisões criadas para nos manter com medo e apenas passando pela vida, sem vivê-la.

Quando nos encontramos com pessoas que nos convidam a viver sem medo de ser quem realmente somos, sofremos uma enxurrada de conselhos para abandonar aquela pessoa.

Eu cresci ouvindo a seguinte frase "A voz do povo é a voz de Deus", mas este ditado não é verdadeiro.

Se o mundo inteiro te disser que é certo matar alguém, você vai acreditar que é certo?

Você percebeu que o mundo vive em guerra e cheio de sofrimento. Porque muitas vozes nos dizem "Odeie o próximo!", e diz ainda mais "Odeie aquele que é diferente de você!"
E ensina "Não procure entender, apenas odeie o que é diferente de você".

E neste mar de ódio, se dissemina a violência, a intolerância e a segregação.

Algumas vezes precisamos aprender a observar com mais cuidado, e o que não compreendermos hoje. Um dia compreenderemos por completo.

Espero ter ajudado.

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