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Na vida adulta o que nos falta é a inocência que tínhamos quando crianças

Esquecendo de coisas importantes
Num frenético afã de agradar o mundo ao meu redor, fui esquecendo de coisas realmente importantes para mim. 

Num desejo completamente desenfreado de me tornar o que mundo queria que eu me tornasse, eu esqueci do que eu realmente queria ser.

Comecei a achar o errado como certo
Eu fui esquecendo das promessas que me fiz durante toda minha infância. Onde prometi não magoar outras pessoas, onde eu prometi que usaria minha voz para ajudar quem precisasse de ajuda. Onde eu prometi que seria sempre gentil e faria todas as pessoas ao meu redor se sentirem bem com elas mesmas.

Eu fui crescendo. Fui conhecendo um mundo frio e sem escrúpulos. Onde a canção dele era uma canção de morte.

E o mais triste, eu fui aprendendo esta canção de morte e comecei a pensar que tudo que eu mais repudiava na vida era o modo certo de viver.

Quando eu era criança eu não me importava com cor de pele, nem com status social, nem com as roupas que a pessoa usava, nem com coisas superficiais em volta dela.

Quando eu era criança eu gostava de você pela pessoa que você é. E não gostava de você pela pessoa que você é.

Quando criança eu não entendia a fúria do mundo, não entendia o motivo dos adultos serem maus e com tanta frieza no coração.

Eu tinha tantas dúvidas em ser adulta
Quando criança eu pensava "vai ser legal ser adulta. Dormir a hora que eu quero, sair quando eu quero. Fazer um monte de coisa legal e importante... Vai ser divertido".

Quando fui me tornando adolescente a vida começou me mostrar que o mundo não era legal. E que seria muito difícil continuar tendo um bom coração...

A adolescência foi a fase difícil onde a gente não sabia se era adulto, mas também já  não era mais criança. Onde começava uma intensa batalha de descoberta da própria identidade e havia perseguição e desavenças.

Mas ainda sim era bacana, pois era uma fase de transição. E tínhamos aqueles amigos que nos ensinavam que, apesar de tanta coisa ruim, ainda sim valia a pena se tornar uma boa pessoa.

A vida adulta é estranha
Quando, finalmente, chegou a vida adulta... Foi uma decepção em muitos pontos.

A vida adulta mostrou uma coisa que nós crianças nunca percebemos, as pessoas deixam de ser elas mesmas... Para se tornarem o que um sistema de regras e imposições as obriga a ser.

Então as pessoas passam a ser mais frias, passam a utilizar a filosofia "entre você e eu, prefiro te matar e sair vencedor sempre".

A sociedade cria uma intensa cartilha de regras para que todos nós, simplesmente, nos amoldemos à ela...

Ela nos impõe como devemos nos vestir, o que devemos comer, como devemos nos comportar. Que devemos machucar o o outro sem qualquer tipo de pudor para alcançar nossos objetivos de qualquer maneira.

Nos ensina que devemos amar as coisas e usar as pessoas. Nos ensina que tudo que importa é a aparência e não a essência. Nos ensina a tratar mal que nos trata bem...

Que devemos enaltecer a traição de tudo que acreditamos, enaltecer a corrupção, o roubo, a mentira, o desprezo, o sexo sem qualquer tipo de responsabilidade, a inveja, a intolerância, as guerras  (de toda guerra nunca há lado vencedor), a solidão, a segregação e tantas coisas ruins.

A maioria das pessoas fala tanto em amor próprio, mas quando eu faço as coisas sem qualquer tipo de responsabilidade. Eu  não tenho amor próprio, pois em nome da bajulação de um sistema falido eu faço tudo que eu não acredito e que vai diretamente contra a minha essência.

Por isto há tantos corações partidos
Quando eu me tornei adulto, eu aprendi a me deixar guiar pelo medo, aprendi a construir muros imensos para afastar tudo de mim.

Eu aprendi a deixar um sistema de mentiras guiar a minha vida e olhar tudo de bom que eu sempre acreditei passar pelo retrovisor.

Aprendi a sacrficar pessoas que realmente se importam comigo, em nome de fama, de fortuna, de glamour, de um sucesso vazio.
Sucesso vazio é tudo aquilo que você conquista, mas não tem sentido nenhum para você.  E vitória sem valor é não ter amigos de verdade ao seu lado. Aqueles que estavam do seu lado quando tudo era dificuldade, mas você chutou quando pensou não precisar mais. Faz falta ter pessoas que realmente se importam com a gente ao nosso lado, em todos os momentos.

Uma vez que ao seu lado não existem pessoas que realmente se importam com você. Mas sim pessoas que querem dar uma voltinha no seu sucesso. Mas quando você realmente precisar, estas pessoas vão descartar você... De maneira até mais dolorosa do que  você fez com pessoas que realmente amaram você.

Quando eu era criança eu queria continuar dançando na chuva, quando finalmente eu chegasse na vida adulta.

Quando criança eu queria encontrar pessoas que me fizessem sentir feliz por apenas ser eu mesma. E não se interessariam por mim por causa de coisas que não me definem...

Quando criança eu pensava que na vida adulta eu teria pessoas que eu poderia rir sem medo. Poderia me aproximar sem restrições e que poderíamos juntos descobrir como a vida adulta é cheia de alegria e diversão. Como é possível sorrir mesmo diante das dificuldades e das tristezas que a vida adulta, naturalmente, traz consigo.

A coisa mais importante na vida é poder sorrir simplesmente por querer sorrir. Amar alguém porque você realmente quer amar aquela pessoa.

Que nos momentos difíceis que cada vai passar na vida, sempre haverá uma mão amiga estendida em nossa direção. Haverá alguém com um bom coração disposto a nós fazer sentir menos tristes e sozinhos. Que sempre haverá alguém que demonstra que realmente se importa.

A  vida é mais simples do que a gente imagina
A vida é mais simples do que a gente imagina. Nós que complicamos demais o que era para ser algo tão leve e tão bom.

Até quando vamos ficar ouvindo a canção de morte e ferindo pessoas durante nosso percurso. Até quando vamos ficar valorizando o superficial e sofrendo porque queríamos algo mais profundo, mas valorizamos o que menos importa.

Até quando vamos continuar trocando nossa essência por simples aparência?

Quando eu cresci eu vi o preconceito como algo tão natural e normal. E quando eu era criança eu via as pessoas apenas como pessoas.

Num tempo onde o mais importante era ser feliz.
Sinto falta da minha infância, um tempo onde o mais importante era apenas ser feliz. Não havia a preocupação excessiva em apenas parecer. Que o mais legal era mesmo ser quem eu sou...

Sinto falta de toda inocência que existia na minha infância, onde quando machucávamos nossos amigos. Nós não tínhamos receio de pedir perdão. Porque entendiamos que fizemos algo que machucou e fez o outro chorar. Sinto falta da beleza da infância, que não tinha orgulho em admitir que o melhor é amar de verdade. Que não importa nada além da amizade sincera. Sinto falta da completa sinceridade infantil que sorria quando queria e se não gostava não escondia.

Sinto falta da imensa capacidade de aprender que tínhamos quando eramos crianças. E que não eramos arrogantes ao ponto de nos achar donos absolutos da verdade.

Inocência é o que o mundo adulto mais precisa. Pois é doloroso ver tantas pessoas feridas e com medo da vida, por causa de um sistema que nos obriga a parecer o que não queremos e sacrificar tudo que realmente acreditamos.

Muito pensativa

xoxo

Dryca Lys

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